segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Capítulo 5 - Impostor: aquele que não posta

-->
É a última vez que trato desse assunto, creiam-me: Não sei porque caralhas hirtas e expectantes achei que conseguiria manter postagens frequentes e regulares tendo plena consciência de ter sido vítima de alguma quizumba braba da maldição do compromisso. Explico.

A coisa pode estar fluindo maravilhosamente bem, tudo funcionando 'à pampa', diria um amigo meu paulistano (aliás, que porra é essa hein? qual é a origem disso?) até que algum animal de teta - na maior parte das vezes, eu mesmo - decide formalizar a coisa, digo, colocar na rotina, programar, fazer planos, juras de amor, essas coisas assim e sobretudo, assumir um contrato com prazo de entrega. Pronto, fodeu.

Da última vez que postei, convencionei comigo mesmo que se não uma vez por mês, ao menos toda vez que houvesse o "serão literário" da FCL eu aproveitaria a oportunidade para escrever, comentando-o e aproveitando o ensejo para resmungar algumas baboseiras extras. Lá se foram 3 meses e 2 palestras e nada de postagens. Não que me faltasse vontade, ao contrário, quantas não foram às vezes que eu pensei, "poutz, isso dava um bom texto" e, em certos casos, até me remoí dias com aquilo na cabeça, coisa que me deixa angustiado e sem tato para o convívio.

No entanto, a pressão em manter o blog atualizado (principalmente quando recebo cobrança da minha legião de leitoras, Ka e Dai) me bloqueia de tal modo que concluo - só agora percebo - que a impressão de conspiração por parte do tempo que eu pensei haver quando tratei dos cursos de alemão é, na verdade, algo maior, é uma conspiração do universo todo, pra meu, sei lá, que eu tome no cu. Só isso explica essa minha incapacidade de levar uma proposição a termo.

Sim, porque não é fácil, meu companheiro, ser irresponsável a esse ponto. Cumprir com os compromissos é uma exigência básica para se sobreviver em sociedade. Recentemente fodi com a vida de um - se é que ele me considera ainda -  amigo, quando prometi-lhe entregar uma resenha para um trampo que ele havia pego. Nem preciso falar que chegou o dia e não havia nada preprado.

Uma prova de que não é apenas o tempo que está trabalhando na surdina pra me enrabar, mas sim todas as coisas existentes entre os céus e a terra e além deles, é que nessas férias haveria um novo curso do idioma do time que desclassificou a Argentina - em alemão: Argentinienverlirermanschaftmachersprache - e  para surpresa alguma minha, dos meus colegas e organizadores, eu entrei atrasado. Eu já sabia de antemão da data, eu estava de carro para não pegar chuva no caminho - como aconteceu de moto no início do ano -, eu preparei as malas na noite anterior e prometi dormir cedo pra acordar no horário e bem disposto e... a única coisa que poderia atrapalhar meus planos apareceu: uma mulher e uma cama quentes. Resultado, fuá até alta madrugada, sono irregular e fora de casa. Tá, dessa vez não reclamo muuuito, mas digam-me cá, há ou não há alguma urucubaca modorrenta sobre esse escriba aqui?

A mim funciona bastante aquelas espécies de acordos tácitos, assim esse órgão controlador geral dos destinos, OCGD doravante, (que só funciona mediante protocolos) não fica sabendo e não tenta sodomizar minha vida sem lubrificante. E não se fala mais disso. Chega. Agora fica assim, quando der eu escrevo, se não der não escrevo, quem quiser ler, leia, quem não quiser, não leia.

(À parte e baixo: Psiu, to falando isso pra enganá-lo e desviar sua atenção de mim, amo vocês e escreverei mais e sempre, prometo!)

OCGD: Ahá!

2 comentários:

  1. E me diga, depois de tanto tempo sem postar, vira o que? Impostor ao quadrado? Ou coisa mais simples como relapso, frouxo e coisa que o valha?

    Volte!!!

    ResponderExcluir
  2. Kkkkkkkkkk eu lembro da parte da moto do começo do ano rs

    beijão.

    Bynha

    Mais uma seguidora doida ddeste blog \o

    ResponderExcluir

Fazer uma média aqui.