sábado, 26 de maio de 2012

Capítulo 6 - Das memórias recentes. Parte 1

02/08/2010, 3:28 da madrugada - coincidentemente o mesmo horário que mostra agora o relógio do desktop windowsseteano -  eu pingava a última exclamação nesse meu recanto. E por que o silêncio de lá pra cá? Não sei. Vontade de escrever, de redigir algo? 100³! Não menos de quatorze vezes pensei em pegar à (se o Machado pode, por que eu não?) pena, por vezes da galhofa, por vezes da pura e sincera expressão ou, ainda, e por que não, da galhofa misturada com a necessidade de expressão.

            Penso que o que me tolhe é um sentimento de vontade de perfeição (muito longe de ser atingido, admito), de modo que eu acredite que as ideias que me dão na teia, esporadicamente, pouco ou nada contribuiriam nesse sentido (diria um segundoanista de sociais, fazendo perguntas em uma palestra) e as deixo a deriva, até que desapareçam no horizonte do rio das memórias. E dá-lhe um “putaquepariu, por que não as registrei”? Enfim...

            Quase dois anos depois da última postagem e muita, mas muita coisa aconteceu, neste ínterim. Por onde começar? Vejamos...
Em Agosto de 2010 eu estava a quatro meses de ter o canudo em mãos. Quando me dei conta disso, lembrei-me que, havia pouco, eu estava tomando trote dos veteranos. Pisquei e me via às voltas da colação de grau. Peraí, como assim? Meus amigos, cadê vocês? Santo Cristo, eu declinando substantivos (ainda nas aulinhas de inglês) no alemão e algumas pessoas casando-se, tendo filhos, viajando para o exterior e fazendo pós-graduação. Pronto, era o fim de uma era (o fim de uma era o fim de um era... ok, ok, eu paro) e eu estava 5 anos mais velho.

            Amigo leitor, o pós-faculdade dói... dói mais que a lembrança da formatura de terceiro colegial, já que, com muita sorte, você terá contato, doravante, apenas com uma meia dúzia de seus colegas, dói porque você é adulto agora e sua redoma quebrou... You are young and life is long and there is time to kill today/And then one day you find ten years have got behind you/No one told you when to run, you missed the starting gun”... dói e não se sente como a ferida de Camões… porra, isso é sobre o amor, deixa pra lá.

            Pois bem, chega dezembro e eu preciso encontrar um caminho na vida. Outro vestibular? Quem sabe se esconder embaixo das saias do ensino superior público por mais meia década não seja boa ideia? Então tá: “matrícula para o curso de Química em janeiro próximo”, lail no emeio - com o perdão do trocadalho. Caralho!, Química, jaleco, cientista...  na UFSCAR? to dentro! Um mês depois e o barato acabou... adeus exatas, você não é pra mim, decididamente. É claro que houve um fator muito importante e que residia na minha cidade natal, que pesou muito na desistência... mas este é outro assunto. Valeu a experiência e algumas poucas pessoas que conheci.

            De volta à minha terra, sem o Gugu, eu era uma nova pessoa, com fôlego, determinação e auto-motivação intensos... a causa disso? o mesmo assunto que ficou aí pra trás na história.
Início de 2011 também foi a festa de formatura da minha turma, porém, entre a matrícula da nova faculdade em janeiro e o dia do baile, algo, de que me lembrarei com muito carinho até o fim dos meus dias, (subordinada adjetiva, entendeu, 2º ano?) aconteceu: uma viagem para a praia com mais seis amigos er... queridíssimos, isso, queridíssimos, superlativando à moda José Dias.       Quatro deles, Suelen, Jacque, Flávia e Tiago, companheiros desde o primeiro dia letivo, daquele março de 2006. Karina (mamãe!!!) e Marília - não menos importantes - conheci no percurso.
            Maravilha, cinco ou seis dias na companhia dessas fantásticas pessoas e das paisagens litorâneas. Creiam-me, eu era semivirgem nesses assuntos de praia e esta ocasião foi a segunda vez que eu bebi água salgada. Tenho pra mim o mar como uma das coisas que realmente me faz ser grato pela vida (outras são o abraço de um amigo, o pôr do sol (sim, bem gay, e daí?) o bailar de uma mulher e algumas músicas do Pink Floyd).

            Há muita coisa ainda a se dizer, do meu cão que se foi a uma viagem ao exterior (Ah, Deutschland!), de um trabalho como professor a uma tese de onigamia na semana passada... e de mais um curso de alemão na Unesp, chegando atrasado... sem contar o tragicômico ocorrido nos festejos de fim de graduação.
Fica pra próxima, portanto. Estendi-me demais por hoje.

Se você está lendo isso, meu muito obrigado, mas vá ler um livro, ok? Ou os blogs Di Vasca e Juliete nunca mais que tenho acompanhado e recomendo.


Inté


2 comentários:

  1. Eeeeeeeeeeeeeeeee!!!! Depois de séculos e séculos, voltaram as garatujas!! =)

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